Nem mesmo a ameaça do mau tempo fez demover os milhares de espectadores que acorreram ao Grande Premio Histórico do Porto para o segundo fim de semana de emoções no Circuito da Boavista, em que o monolugar de Formula 1 da Red Bull foi o centro das atenções.
Levou ao rubro os milhares que se deliciaram com o glamour e elegância dos automóveis clássicos.
O mau tempo que se fez sentir, particularmente ontem (domingo) obrigou a organização do Grande Premio Histórico do Porto a alterar os horários das corridas, colocando os Fiat Uno do Challenge Desafio Único da parte da manhã, trocando com os carros do Troféu Nacional de Clássicos que antecederam a exibição do Red Bull de Formula 1 e os desfiles de clássicos, onde o mais recente Vinci GT, o desportivo Português, causou sensação.
Com muito "sangue na guelra", o Desafio Único abriu as hostilidades numa prova em que a dupla Pedro Cerqueira e Filipe Matias foram os primeiros a cortar a meta com um tempo total de 53 minutos para efectuar 15 voltas ao Circuito, logo seguidos de José Couto da Costa e a dupla Jorge Meireles/Vítor Ramos.
No ano em que se comemora o jubileu do Lótus Seven Caterham, João Aragão Teixeira foi o grande vencedor da quarta jornada do Troféu Caterham Academy/Lógica CMG 2007. A prova dos Caterham contou com cerca de 30 pilotos, entre os quais alguns ingleses que não quiseram ficar de fora desta prova realizada na Boavista. No final das oito voltas, a segunda posição ficou para Ricardo Megre e a fechar o pódio Luís Sepúlveda.
Na corrida reservada aos Lurani Formula Júnior Cars, a vitoria sorriu ao Lótus 22 de Martin Walford, seguido do Elva 200 de Mark Linstone e o Alexis HF1 do Italiano Duncan Rabagliati.
Numa "escala" superior, os monolugares de Formula 1 de épocas entre 1961 e 1966 trouxeram à memória épocas passadas do Circuito da Boavista. Entre estes, o Britânico Michael Schryver foi o vencedor da primeira corrida aos comandos de um Lótus 18. Nas restantes posições do pódio classificaram-se o Cooper T45/51 de Rod Jolley e o Lótus 27 de Will Schryver. Na segunda corrida, Michael Schryver voltou a vencer, seguido de Will Schryver num Lótus 27 e de Rod Jolley no Cooper T45/51.
Na categoria Grand Prix Masters, prova em que terminaram apenas 8 monolugares, Rodrigo Gallego com o March 761 nada pode fazer perante o favoritismo do McLaren M26 de Bobby Verdon Roe que necessitou de pouco mais de 13 minutos para efectuar cinco voltas ao circuito da Boavista. O Ensign N178 do Britânico John Crawson fechou o pódio.
Numa das corridas mais empolgantes do dia, Miguel Pais do Amaral ao volante do Porsche 917 com as cores da Gulf, venceu a prova dos World Sports Masters, depois de uma luta renhida com o Lola T70 MK IIIB de Richard Meins. O público presente vibrou com as inúmeras ultrapassagens, duas delas realizadas na entrada para a rotunda do castelo do queijo, protagonizadas por Pais do Amaral ao seu mais directo opositor. Na terceira posição ficou o Lótus 23B de Anthony Hancock.
A fechar o dia, realizou-se mais uma prova do Nacional de Clássicos. Carlos Barbot ao volante de um Lola T292 venceu a corrida, seguido dos dois Ford Escort RS 1600, com Joaquim Jorge à frente de António Coutinho.
Mas o momento mais esperado do dia ainda estava para vir, não sem antes se realizarem diversos desfiles de clássicos liderados pelo Mercedes Gullwing conduzido por Rui Rio e seguido de perto pelo desportivo Português - Vinci GT - apresentado este fim de semana por ocasião do Circuito da Boavista. Com o jovem piloto Sul-Africano, Adrian Zaugg, aos comandos do monolugar da Red Bull, o publico presente no Circuito da Boavista sentiu de perto as sensações da Formula 1. Ao longo de mais de 5 voltas, complementadas com um fantástico "burnout", mesmo à frente da bancada colocada junto ao Castelo do Queijo, desaparecendo logo de seguida pela Avenida da Boavista acima, o monolugar da Red Bull reavivou épocas em que o circo da Formula 1 passava por Portugal.










