À primeira vista parece um Murano, mais perto confirma-se que está mais perto das dimensões de um Almera... mas lá dentro descobrimos o automóvel que muitos Portugueses esperam e desesperam numa lista de espera superior a 4 meses.
Eis o Nissan Qashqai, um dos automóveis mais falados dos últimos tempos e um conceito que está a atrair muitos Europeus com Portugal a não ser excepção, de tal forma que a marca não consegue responder à elevada procura, tendo anunciado um forte investimento na unidade industrial de Sunderland, na Inglaterra, de modo a aumentar a produção deste modelo.
Desenvolvido a pensar nas novas necessidades e exigências do publico Europeu, o Qashqai inspirou-se na agressividade do Murano, em formas compactas e "destemidas" para iniciar um novo espaço no mercado, colocado entre os típicos pequenos familiares e os SUV compactos, sem perder de vista os pequenos MPV, oferecendo um elevado equipamento de série, um motor diesel de 1,5 litros com 106 cavalos e um preço muito atractivo.
Com 4310 mm de comprimento, 2630 mm de largura, 1610 mm de altura e 2630 mm de distância entre eixos, o Qashqai apresenta um habitáculo prático e funcional, sem deixar de lado um estilo desportivo, das aplicações cromadas ou do desenho do volante e painel de instrumentos e uma posição de condução elevada como nos "jipes", aumentando a sensação de segurança e robustez. A bagageira oferece uma capacidade de 410 litros, valor que pode ser expandido para cerca de 1513 litros com o rebatimento dos bancos traseiros.
Tem uma atitude equilibrada em curva, sem o rolamento indesejado dos actuais SUV, muito semelhante ao proporcionado pelos familiares compactos, que associado a uma elevada estabilidade direccional proporciona uma sensação de condução muito agradável e acolhedora. As versões de tracção total (apenas disponíveis nas motorizações de 2 litros diesel e a gasolina) estão dotadas do sistema Nissan 4x4 All-Mode, já conhecido de outros modelos da marca, não se assumindo como um todo-o-terreno até porque a altura ao solo se mantém semelhante ao de 2 rodas motrizes. A competente motorização diesel de 1,5 litros com 106 cavalos de potência acoplada a uma caixa manual de seis velocidades está perfeitamente adequada ao mercado Português, e ao contrário do que alguns podem pensar, não se mostra limitada para fazer mexer o Qashqai. Muito pelo contrario. É certo que abaixo das 2000 rpm, mostra algumas dificuldades para responder ao pé direito mas a partir daí sobe o taquímetro com relativa facilidade, conferindo ao Qashqai performances ao nível da concorrência, entre os familiares compactos. Já a motorização de 2 litros a gasolina com 140 cavalos, associada a uma caixa CVT de variação contínua e transmissão às 4 rodas será concerteza a menos representativa da gama no mercado Português. Como vantagens encontramos o conforto de caixa automática ou sequencial e uma transmissão que não parece impedir de circular em suaves estradões de terra.
No capitulo da segurança, o Qashqai foi eleito pelo organismo de segurança Europeu, o conhecido EuroNCAP, como o automóvel mais seguro na Europa, tendo não apenas conquistado as 5 estrelas na protecção de ocupantes adultos mas também a mais elevada pontuação de sempre no EuroNCAP.
Os níveis de equipamento são três: Tekna, Acenta e Visia, este último o menos equipado, que mesmo assim conta de série com espelhos retrovisores rebatíveis electricamente e sensores de estacionamento. A diferença de preços é de 2350 euros do Visia para o Acenta, e deste para o Tekna a diferença é de 1350 euros. Por falar em preços, iniciam-se nos 23.949 euros da versão 1.6 litros a gasolina, enquanto que nos diesel, o 1.5 dCi Visia é proposto a partir dos 24.084 euros. Mais difícil que isto, pelo menos para muitos, só mesmo o prazo de espera.










